Melhor Seguro de Saúde em 2026: Como Escolher
Sabia que há quase 4 milhões de portugueses com seguro de saúde? A procura pelo melhor seguro de saúde é cada vez mais importante para garantir o acesso a uma rede de cuidados de saúde de elevada qualidade.
No entanto, com cada vez mais ofertas no mercado, é cada vez mais difícil encontrar o seguro que melhor corresponde às suas necessidades. Neste artigo, vai encontrar a forma de encontrar o melhor seguro de saúde.
Resposta direta
Não existe um “melhor seguro de saúde” universal. O que existe, na prática, é um contrato cujo desenho corresponde ao perfil de utilização esperado e cujo custo total anual é o mais baixo para o perfil.
Por outras palavras, é o seguro que cobre os cuidados que precisa, nos sítios que quer, a um custo adequado. Para o encontrar, tem de ter em conta alguns fatores, como a idade, problemas de saúde e o seu estilo de vida.
Seguro de Saúde e Plano de Saúde:
Em primeiro lugar, importa distinguir um seguro de saúde de um plano de saúde. Um seguro de saúde implica a transferência de risco para a seguradora. Isto é, a seguradora comparticipa despesas médicas nos termos do contrato (por exemplo, pode incluir a existência de coberturas de oncologia).
Por outro lado, no plano de saúde existe apenas acesso a preços convencionados junto de uma rede de prestadores, sendo na prática um cartão de descontos.
Custo total anual
No terceiro Inquérito à população do Observatório de Seguros de Saúde, o valor médio anual por pessoa segura foi de 452,38€ para apólices individuais (dados de 2025). Este valor pode servir de referência para poder comparar com as apólices que recebe, mas nem sempre lhe dá toda a informação que precisa.
A verdade é que, ao contratar um seguro de saúde, é mais relevante o valor de despesas anuais em saúde do que olhar para o prémio do seguro isoladamente.
Se tiver em conta o Prémio do Seguro+
Exclusões e Período de Carência:
Diferentes apólices podem apresentar exclusões diferentes. Isto pode abranger especialidades médicas, tratamentos e doenças que não são comparticipados. Por exemplo, há alguns seguros que não abrangem a área da psiquiatria. É sempre importante consultar as condições particulares para não ter surpresas quando precisar de cuidados de saúde.
Por outro lado, o período de carência refere-se ao período de tempo, após a contratação do seguro, em que o segurado ainda não pode beneficiar de uma determinada cobertura. Em alguns casos, este fator pode ser muito relevante, nomeadamente se estiver a contar com uma cirurgia para breve.
Coberturas a Subscrever
O “padrão” para os seguros de saúde em Portugal é definido pela ASF, na circular nº6/2025. As condições-padrão conferem um nível de proteção que visa acautelar as situações que mais podem impactar a situação financeira da pessoa segura em caso de doença que implique internamento, sendo de aderência opcional por parte das seguradoras.
As condições-padrão estão na tabela abaixo, baseada na circular. Dentro destas, destacamos a medicina preventiva, que compreende um rastreio anual, idealmente sem custo para a pessoa segura.
Por outro lado, é muito importante ter em conta as especificidades de cada utente, e existem algumas coberturas adicionais que podem fazer sentido para o seu caso especial. Por exemplo:
- Assistência Ambulatória: paga a despesa com consultas de especialidade e a realização de tratamentos e exames de diagnóstico;
- Parto: paga as despesas relacionadas com uma gravidez;
- Estomatologia: garante despesas relacionadas com medicina oral;
- Próteses e ortóteses: garante despesas de colocação e reparação de óculos e próteses ortopédicas, por exemplo.
- Medicamentos: por vezes, pode encontrar apólices que comparticipem o custo dos medicamentos prescritos.
Capital de Hospitalização:
A hospitalização é talvez a cobertura mais importante do contrato, porque é um sinistro raro, mas um potencial arrombo nas suas finanças familiares. Por isso, é importante verificar este valor na apólice antes de contratar o seguro.
Doenças de cobertura alargada:
Outra cobertura muito importante é a de doenças de cobertura alargada, que o protege em situações como o cancro ou doenças cardiovasculares graves.
Este valor distingue um seguro que o protege de um produto. Verifique na apólice as patologias que integram a lista de doenças de cobertura alargada, em particular se tem um risco particular para alguma doença mais grave.
Rede médica
Há muita gente que procura seguros que estabeleçam acordos com as instituições de saúde que pretendem frequentar. Se tiver preferência por um profissional, uma clínica ou uma rede de hospitais, é importante verificar antecipadamente quais os seguros que abrangem os serviços que costuma frequentar.
Existem ainda seguros que fazem reembolso das despesas independentemente do local de atendimento.
Regimes de pagamento:
Muitos seguros incluem dois regimes de pagamento. No reembolso, a pessoa segura paga ao prestador e depois pede a comparticipação, dentro das percentagens contratualizadas, da franquia contratada. Na rede convencionada, por seu turno, a pessoa segura paga apenas a parte não coberta e a seguradora liquida diretamente com o prestador.
Ao passo que o regime convencionado minimiza o seu pagamento, no imediato, o reembolso aumenta a sua liberdade de escolha do médico. Por isso, a modalidade mista é que que melhor serve a maior parte dos perfis.
Aconselhe-se com um profissional:
Escolher um bom seguro de saúde implica comparar diferentes propostas, entre redes de prestadores e companhias de seguros. Além disso, implica uma análise cuidada das suas necessidades, para garantir a adequação da apólice.
Na SEPTOR, comparamos produtos em várias seguradoras, como a AdvanceCare e a Médis, e temos profissionais prontos para o aconselhar. Contacte-nos para mais informações!
Perguntas Frequentes:
Qual é o melhor seguro de saúde em Portugal?
Não existe um melhor absoluto. Existe o melhor para um perfil de utilização e para um orçamento.
Objetivamente, um bom seguro de saúde em 2026 cumpre ou excede as Condições Padrão da ASF (Circular n.º 6/2025): 30.000 € de hospitalização, 1.000 € de ambulatório, 300.000 € em doenças de cobertura alargada e medicina preventiva anual, com copagamento limitado a um máximo por sinistro.
Quanto custa um seguro de saúde em Portugal?
O prémio médio anual por pessoa segura foi de 437,21 € em 2025 (452,38 € nas apólices individuais), segundo o Observatório dos Seguros de Saúde da ASF.
Quem suporta o prémio do próprio bolso declara um pagamento médio de 102 € por mês, valor que reflete apólices de agregado familiar.
O que são as Condições Padrão de seguro de saúde?
São um conjunto de coberturas e capitais fixados pela ASF na Circular n.º 6/2025, de 3 de junho, para permitir comparação direta entre produtos.
Integram quatro coberturas — hospitalização, ambulatório, medicina preventiva e doenças de cobertura alargada.
A adesão é facultativa, mas quem cumpre é obrigado a declará-lo na documentação contratual.
O seguro de saúde cobre doenças pré-existentes?
Nos termos do artigo 216.º do RJCS, as doenças preexistentes conhecidas à data da celebração do contrato estão cobertas, salvo exclusão convencionada expressamente.
A lei admite períodos de carência até um ano. A exclusão tem de constar do contrato — não se presume.
Quanto tempo é o período de carência de um seguro de saúde?
Varia por cobertura. Nas Condições Padrão da ASF: 60 dias para ambulatório e medicina preventiva, 180 dias para hospitalização e doenças de cobertura alargada, e 310 dias para parto.
O RJCS admite carências até um ano.
Qual a diferença entre seguro de saúde e plano de saúde?
No seguro de saúde existe transferência de risco: a seguradora comparticipa despesas médicas nos termos do contrato.
No plano de saúde existe apenas acesso a preços convencionados, sem transferência de risco.
A ASF emitiu as Recomendações n.º 1/2025, de 8 de abril, precisamente para impedir a confusão entre os dois.
A seguradora pode cancelar o seguro por eu ter adoecido?
O contrato é de renovação anual, mas o artigo 217.º do RJCS impede a seguradora de recusar prestações por doença manifestada durante a vigência, se o contrato não foi renovado, não existe cobertura posterior, decorreram menos de dois anos desde a cessação e o capital não está esgotado.
As Condições Padrão vedam ainda a exclusão da permanência com base na idade.
O seguro de saúde é dedutível no IRS?
Sim. Os prémios de seguros que cubram exclusivamente riscos de saúde são dedutíveis a 15%, dentro do limite global de 1.000 € de despesas de saúde por agregado, ao abrigo do artigo 78.º-C do CIRS.
A parte comparticipada pela seguradora não é dedutível.
Vale a pena ter seguro de saúde se tenho acesso ao SNS?
Depende do risco que pretende transferir.
Os dados da ERS relativos ao 2.º semestre de 2025 mostram 21,2% das cirurgias oncológicas e 58,6% das cirurgias de cardiologia acima dos Tempos Máximos de Resposta Garantidos.
O seguro comprime o tempo de acesso a diagnóstico e cirurgia programada; não substitui o SNS na urgência nem na patologia complexa.
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